domingo, 1 de janeiro de 2012

A Lua reluzia tenuemente sobre a floresta. O menino olhava em todo o seu redor. Ele gostava daquela meia-luz e meia-escuridão que tudo unia e que tudo desvanecia. Era um pouco que era enorme e quase nada e tal era familiar ao menino. 
O Sol brilhava soberano no céu. O menino olhava para o asfalto enquanto caminhava. Ele não gostava daquela luz que tudo mostrava, que descobria o mundo. A promessa naquela beleza sufocante era grande demais para o menino suportar, ele que nunca a tinha visto cumprida.
O rapaz olhou para ela e sabia que estava na presença de algo que nunca tinha visto. Ele não reconhecia o que ardia por detrás daqueles olhos, mas não esqueceu mais aquela luz. Era tudo em que pensava.
O homem contemplou o sorriso dele. O homem reconheceu nos olhos dele o que não tinha reconhecido nos dela. Afinal era um pedaço de Sol que ardia por detrás de cada um daqueles dois pares de olhos. Os seus mestres, a promessa concretizada.

4 comentários:

  1. Muito obrigada pela visita e pelas palavras de incentivo.
    Gostei bastante deste texto. Porque é o único?
    Vou acompanhando,
    Elisabete

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  2. Peço desculpa por te ter respondido no teu blog em vez de aqui. Não reparei que havia forma de ser avisado de novos comentários em blog de outrem...

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  3. Peço desculpa pelo silêncio, quase parece ingratidão...
    Estou em exames e o tempo não tem sido muito, mas fico sempre muito contente com os comentários que me deixas. Obrigada :)
    Perguntaste-me se tinha lido aquele livro. A verdade é que não conhecia, o excerto que coloquei no blog foi retirado de uma série. Devia ler, certo?

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    Respostas
    1. Também eu estudante, presumi isso mesmo :)
      Quanto a deveres ou não ler Atlas Shrugged, não te o sei dizer. A razão que me levou a ler o livro foi esta citação que encontrei há três anos e que me apaixonou: "A lie is an act of self-abdication, because one surrenders one's reality to the person to whom one lies, making that person one's master, condemning oneself from then on to faking the sort of reality that person's view requires to be faked [...] The man who lies to the world, is the world's slave from then on."
      Dir-te-ei do que se trata e decidirás tu se te interessa.
      Conta a história de uma economia em colapso e duma sociedade que não consegue perceber o porquê; de uma pergunta a que ninguém conhece a origem, mas que é dita por todos, em desespero ou indiferença, quando as respostas são inexistentes: "Who is John Galt?"; de alguém que disse que ia parar o motor do mundo e o fez e de Dagny Taggart, que tenta manter viva a companhia de caminhos-de-ferro da qual é vice-presidente e herdeira. E conta a história de outras personagens que aparecem ao longo das suas mais de mil páginas.
      Sinceramente, para alguém que escreve com tanta sensibilidade, não sei se gostarás de protagonistas que tanto se esforçam para manter as suas emoções sob amarras.
      É um livro que amo, mas que sei ser difícil de ler e de gostar pelo seu carácter filosófico inerente e pela própria filosofia defendida.
      Não sei que mais dizer e já disse demais. É difícil falar sobre paixões :)

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